Atualidade do cancro do pulmão

Rastreio do cancro do pulmão: na Europa a partida já foi dada. Portugal não pode ficar para trás

A Pulmonale lança hoje a campanha "Há muito que a partida foi dada!" para pedir a implementação de um programa nacional de rastreio.

A Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão lança hoje, 26 de outubro, a campanha "Rastreio do Cancro do Pulmão – Há muito que a partida foi dada!". Até 30 de novembro, a associação quer levar a todo o país uma mensagem simples: detetar o cancro do pulmão cedo pode salvar vidas, e para isso Portugal precisa de um rastreio organizado.

Um diagnóstico que chega tarde demais

O cancro do pulmão é a principal causa de morte por cancro em Portugal. Uma das razões é o momento em que é descoberto: na maioria dos casos, só quando os sintomas já surgiram e a doença está avançada, numa fase em que as opções de tratamento são mais limitadas e as hipóteses de cura diminuem. Quando é detetado precocemente, as probabilidades de sobrevivência são muito superiores.

O que é o rastreio e porque funciona

O rastreio consiste em oferecer, de forma organizada, um exame de imagem (a tomografia computorizada de baixa dose) a pessoas de maior risco que ainda não têm sintomas, com o objetivo de encontrar a doença no início. Estudos internacionais de referência, como o NLST e o NELSON, mostraram que este tipo de rastreio reduz a mortalidade por cancro do pulmão em cerca de 20% ou mais nas pessoas de risco elevado, nomeadamente fumadores e ex-fumadores.

A Europa já avançou

Vários países europeus já tomaram a decisão. A Croácia e a Polónia iniciaram programas de rastreio em 2020, a República Checa em 2022, o Reino Unido em 2023 e a Alemanha em 2026. É este movimento que dá nome à campanha: a partida já foi dada, e é tempo de Portugal acompanhar o passo.

O que pede a Pulmonale

A Pulmonale defende a criação de um programa nacional de rastreio do cancro do pulmão, organizado e dirigido às pessoas de maior risco, com acesso equitativo em todo o território. Defende também que se continue a informar a população sobre os fatores de risco e a importância de não ignorar sinais como a tosse persistente, a falta de ar ou o cansaço sem explicação.

Uma campanha construída com muitas vozes

A divulgação da campanha é feita a título gratuito por entidades que se associaram à causa. Entre elas estão a RTP, a SIC e o Canal Q, a MetroTv, várias rádios e jornais, incluindo o Público e o Diário de Notícias, a Fertagus, a Vodafone, a Fundação do Futebol e dezenas de autarquias e juntas de freguesia. Em pouco mais de três semanas de contactos, a resposta destas entidades permitiu levar a campanha a públicos muito diversos, com um custo de media residual.

A campanha inclui um spot de vídeo e de áudio, material para redes sociais, banners e cartazes, e estará presente no site da Pulmonale durante todo o período em que decorre.

O que vem a seguir

As publicações nas redes sociais da Pulmonale acompanham toda a campanha, com novos conteúdos a cada poucos dias até 23 de novembro. A associação prepara ainda uma ação de rua a 17 de novembro, cujos detalhes serão divulgados em breve.

Como pode ajudar

Partilhe a campanha nas suas redes, fale do tema com família e amigos e acompanhe a Pulmonale no site pulmonale.pt e nas redes sociais. Quanto mais pessoas souberem que o rastreio existe e salva vidas, mais forte será a voz que pede a sua implementação em Portugal.

Sobre a Pulmonale: a Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão tem como missão a sensibilização, a informação e a defesa dos doentes e das suas famílias, promovendo o diagnóstico precoce e o acesso a rastreio e tratamento.

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